Posts tagged Viagem

Dijon, Beaune, Auxey-Duresses e… Pommard!

Férias de Toussaints, uma semana livre, mas sem dinheiro, o que fazer? Resolvemos viajar por apenas um final de semana, para algum lugar perto daqui. Após algumas pesquisas, Carol encontrou o festival Coup d’Oeil, Coup de Coeur, na pequena vila de Auxey-Duresses, na Bourgogne, que aconteceria naquele final de semana específico.

Coup d'oeil, coup de coeur

De quebra, poderíamos conhecer Beaune (a cidade mais próxima) e Dijon (capital da região). Assim, começamos a pesquisa: hotel, transporte, comida, etc. Não encontramos hotel disponível (a preço acessível) em Beaune, então resolvemos passar a noite em Dijon. Aí surge o primeiro empecilho: o hotel que encontramos era longe do centro, na saída da cidade. Pesquisamos sobre o transporte em Dijon, sem muito êxito, e resolvemos ligar para o hotel. “Tem como chegar ao hotel de ônibus?” “Não.” “Tram?” “HAHA, certamente não!” (explicação: a cidade toda está em obras, pois estão construindo o Tram em Dijon). Começamos a nos conformar com a ideia de pegar um táxi até o hotel, pois seria mais barato que pegar um hotel no centro.

E já que estávamos pesquisando sobre transporte, como poderíamos chegar a Auxey-Duresses? Ligamos então para a organização do festival. “Existe trem? Ônibus? Tram? Aeroporto? Helicóptero?” Não, acesso apenas por carro. Ou seja, táxi novamente. A brincadeira estava começando a ficar cara. Foi aí que Carol teve a brilhante ideia: por que não levamos nossas bicicletas? Para ir até Auxey-Duresses não seria a solução ideal, pois, pensamos, teríamos que ir pela estrada, mas para passear por Dijon e ir até o hotel, perfeito! O trem que leva à Bourgogne aceita que levemos as bicicletas, então que assim seja!
Compramos, então, as nossas passagens, acordamos cedinho no sábado, pegamos nossas magrelas e rumamos à gare para pegar o trem de 5h46 rumo a Beaune. 9h da manhã em Beaune, fomos fazer o que tem de melhor pra fazer assim que você chega em qualquer cidade da França: procuramos a Office de Tourisme. Lá, pegamos um mapa da cidade e também descobrimos que existe uma ciclovia que liga as vilas da região, inclusive Auxey-Duresses. São 15km, mas nada de ir pela estrada como imaginávamos. Com o mapa em mãos, fomos passear. Primeiro, pela feira da cidade, vendo os produtos da região e comendo framboesas. Depois, uma entrada nos Hospices de Beaune. O prédio, um antigo hospital, tem uma bonita arquitetura e um belo telhado, mas, francamente, é só. Não valeu a pena pagar para entrar. Em seguida, o Museu do Vinho da Borgonha. Um pouco mais interessante, mais barato e mais vazio, explicava sobre o processo de fabricação do vinho, nomenclaturas e regiões de produção.

Feira de rua de Beaune

Hospices de Beaune

Baco, no Museu do Vinho

Após o breve passeio em Beaune e um beef bourguignon no almoço, já era hora de pegarmos outro trem com destino a Dijon. Após encontrar a Office de Tourisme, pegar o mapa com o roteiro turístico e o mapa de ciclovias, lá fomos nós a pé pelo centro, seguindo as corujas. A arquitetura da cidade é muito interessante e os telhados estão sempre chamando a atenção, mas, fora isso, achei não tem muito pra ver. Ainda visitamos um museu, mas já estávamos cansados, então resolvemos ir logo jantar (um McDonald’s) e seguir para o hotel.

De bicicleta na gare de Dijon

O caminho das corujas

A arquitetura de Dijon

E lá fomos, com o mapa em mãos, de bicicleta, percorrer os 4,5km que nos separavam do extremo norte de Dijon, enquanto a noite caía sobre a Bourgogne. A primeira metade do caminho foi tranquila, seguimos o mapa sem problemas. Em um determinado ponto, o mapa estava com um nome de rua errado, mas mesmo assim seguimos o caminho certo. Chegamos à Av. Stalingrad, uma longa avenida que leva à saída da cidade pelo norte, e onde tem uma ciclovia lateral. Ela é também deserta, rodeada de mato em alguns pontos e soturna, à noite. Seguimos eternamente aquela avenida e, quando a ciclovia acabava ali, deveríamos dobrar à direita. Quando a ciclovia acabou, havia mato adiante, saindo da cidade, uma rua onde a ciclovia continuava à esquerda, e, à direita… um pequeno túnel para pedestres e ciclistas, sem nenhuma iluminação.

Clique para ver no Google Maps

Tá vendo esse túnel da foto? Nenhum problema em entrar ali né? Quero ver você dizer isso à noite, nada nem ninguém ao seu redor, nenhuma iluminação a não ser as lanternas das bicicletas (benditas sejam!). Sendo o único caminho possível para nós, lá fomos. Do outro lado do túnel, um pequeno trecho no meio do mato fechado e voilà a rua do nosso hotel! Conseguimos chegar com vida e passamos uma bela noite de sono.

Domingo de manhã, um café da manhã reforçado no hotel (muitas fatias de pão com manteiga!) para aguentar a próxima pedalada! Resolvemos que iríamos mesmo de bicicleta até Auxey-Duresses. Primeiro, 4,5km até a gare. Pegamos o trem de volta para Beaune, atravessamos a cidade e pegamos a véloroute la voie des vignes! O primeiro trecho foi subida, subida, subida… e pequenas paradas para colher umas pinot noirs do pé. Chegamos então a Pommard, já cansados da subida. Com as paradas, fotos, e a diminuição da velocidade por conta do ângulo de inclinação do caminho, demoramos uma eternidade para concluir essa etapa, e chegamos à conclusão de que, se continuássemos nesse ritmo, não chegaríamos a tempo de aproveitar o festival, então resolvemos chamar um táxi. Pegamos os números de táxi que já havíamos anotado e ligamos. Um não atendia, outro só iria estar disponível mais tarde, outro queria cobrar 40 euros só de ida, outro não estava disponível… perguntamos para as pessoas na vila se havia algum táxi por ali e só nos direcionavam para Beaune. Já era mais de 14h e seguir o caminho de bicicleta estava fora de cogitação. Resolvemos tentar almoçar em Pommard mesmo. Restaurantes fechados. Entrei em uma loja de vinhos para perguntar onde havia algum café, ao que a moça respondeu: “o único café é aquele que está ali na esquina, mas está de férias nesta época”. Ou seja, nada para comer também. Perto da desistência, estávamos quase voltando para Beaune, quando surgiu o espírito aventureiro: vamos pedir carona?!

Plaquinha de caroneiros

Sim! Prendemos as bicicletas e fomos para a beira da estrada (que era onde ficava o “café”), com a plaquinha na mão escrito “Auxey-Duresses”. Totalmente incrédulos, é claro, com a possibilidade de realmente conseguir uma carona. Cerca de 5 minutos depois, um carro com duas senhoras, de farol aceso e direção caótica, parou logo na nossa frente. Sim! Conseguimos a carona! Elas moram na região e estavam indo também para a pequena vila a fim de degustar a nova safra de grand crus, embora não soubessem do festival. Fica aqui o nosso agradecimento a elas!

Merci, mesdames!

8 euros depois, estávamos os dois com taças na mão, prontos para passar de vinícola em vinícola experimentando o que a Bourgogne tem para nos oferecer de melhor. Comemos um pequeno lanche, porque saco vazio não para em pé, e saímos a vagar pela multidão concentrada nas ruas da vila. Uma adega, duas adegas, três agedas, quatro adages, cinco adgasda, seich… premier cru, grand cru, duresses, auxey, pommard, blanc, rouge, pinot noir, millésime… tantos conceitos que já não lembro mais nem o que significam. Posso afirmar, contudo, que me agradaram muito os premier crus.

Roubando uva do pé!

Apreciação enológica

Guiando-se em Auxey-Duresses

Algumas horas depois, já tendo degustado vinhos de 4 a 30 euros, foi com muito pesar em nossos corações que chegamos à nossa hora de partir. Uma nova plaquinha para que pudéssemos recuperar as bicicletas em Pommard e não tardou 10 minutos para que um simpático casal, a caminho de Beaune, nos acolhesse e nos deixasse mais uma vez na entrada de Pommard.
Pegamos as nossas bicicletas e nos preparamos para o “longo” caminho que nos aguardava, e… qual não foi a nossa surpresa quando, em pouquíssimo tempo, chegamos de volta a Beaune. Já diz o ditado, “pra baixo todo santo ajuda”. Cruzamos a cidade novamente e chegamos na gare exatamente a tempo de pegar o último trem com destino a Grenoble.

Comments (3) »

La ville-lumière

Paris, a cidade-luz!

Como eu comentei no último post, tive uma semana de folga e fui passear em Paris.

Alugamos um carro para a viagem, eu, Leo, Nai, Rafa e Thais. Foi também o Vovó, mas ele teve que pegar o trem, afinal, só cabiam 5 no carro… Reservas feitas no Formule 1 Porte de Montmartre, lá vamos nós.

A caminho de Paris

A primeira impressão da cidade não foi das melhores. Muita sujeira, muito caos no trânsito, uma dificuldade sem tamanho para descobrir onde deveríamos devolver o carro, e próximo do hotel é uma área muito feia mesmo, afinal, é numa região periférica de Paris. Porém, contudo, entretanto, todavia, quanto mais você conhece essa cidade, mais você acaba gostando dela.

Na primeira noite, demos uma voltinha pela cidade a pé mesmo e tivemos uma bela vista da Sacre Coeur, e conhecemos um pouco os arredores dessa basílica, como a Rue des Abbesses, famoso point da noite parisiense – que, naquele particular dia, não tinha muita gente, afinal, era segunda-feira.

Sacre Coeur

No dia seguinte já nos arriscamos no metrô e fomos logo conhecer a famosa, a querida, a fenomenal Torre Eiffel. Após muito tempo de bobeação, tirando fotos pulando, “empurrando” ou “segurando” a torre, plantando bananeira etc., seguimos adiante, conhecendo outros pontos famosos da cidade, como o rio Sena, Sorbonne, o Panthéon, Jardin du Luxembourg, Théâtre de l’Odéon, algumas igrejas pequenas, e, claro, as lojinhas de souvenir. O ponto final da caminhada foi a famosa Notre-Dame de Paris, sim, aquela do corcunda, porém não pudemos entrar pois chegamos pouco depois do fechamento.

Olha mãe, tô voando!

Assim, nos restou ir conhecer a noite parisiense. Por sugestão do Samuel, rumamos ao Hideout, onde tivemos uma noite divertida com chope barato e companhias agradáveis.

No dia seguinte, o Arco! Ah, o Arco! Inúmeras fotos passeando pela Champs-Élysées (por exemplo, na loja-conceito da Peugeot) e em frente ao Arco do Triunfo, para depois subirmos o monumento e, lá de cima, apreciarmos uma bela vista geral da cidade de Paris. Após isto, mais uma voltinha pelo centro histórico de Paris, pela Ponte Alexandre III e sempre apreciando a paisagem enquanto rumávamos para o Louvre.

Foto especial pra Glau

Vista de cima do Arco

O Louvre é gigantesco e fantástico. A própria arquitetura do museu já é uma exposição de arte por si só, e as obras lá expostas refletem milhares de anos de desenvolvimento artístico da humanidade. Ver de perto obras de Delacroix, da Vinci, Rembrandt, Michelangelo, bem como toda a arte mediterrânea e islâmica lá expostas, é uma experiência sem igual.

Bobagens no Louvre

Quinta-feira, dia de efetivamente subirmos à Sacre Coeur, conhecê-la por dentro e termos, lá de cima, outra bela vista da cidade. Dia também de comprar souvenires. Depois, um cafezinho (ok, pra mim um chocolate quente) no Café des 2 moulins, também conhecido como “café da Amélie“. É o local onde a personagem Amélie trabalhava, na conhecida película “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, sim, um café que existe de verdade.

Aquela lá no fundo é a Amélie =P

E já que estamos falando de moulins, descemos a rua e nos deparamos com o cabaré Moulin Rouge. Uma olhadinha na tabela de preços, umas fotos, e rumamos para tomar o metrô na direção do Père Lachaise. Um dos mais famosos cemitérios do mundo, é morada de Allan Kardec, Jim Morrison, Eugene Delacroix, Oscar Wilde, Edith Piaf, entre outros.

Túmulo do Jim Morrison, que eu sei que foi o único que vocês ficaram curiosos pra ver

Ainda nesse mesmo dia fomos, enfim, conhecer a Catedral Notre-Dame de Paris. No fim do dia, um pubzinho no Quartier Latin, e cama.

Interior da Notre-Dame

Sexta, nosso último dia de viagem, foi dia de subir a Torre Eiffel. Visão 360º de Paris, um dos locais mais românticos do mundo. Do topo do mundo, para o subsolo: em seguida, uma visita às Catacumbas de Paris.

Em cima da Torre

Uma bruxa nas catacumbas!

Após isso tudo, puxamos o carro e voltamos à nossa pacata vidinha em Grenoble…

Para saber mais sobre Paris, assista o Bienvenue à Grenoble em Paris!

Volto em breve!

Comments (3) »

Des nouvelles du mois derniére

Muito bem, conforme prometido, aqui estou eu de volta! hehehe

Muita coisa já aconteceu depois de Côte d’Azur, aliás, todo dia aqui alguma coisa acontece.

No final de semana do dia 18/19 de setembro, pegamos uma excursão do InteGre para as montanhas, mais especificamente, para a grande cidade de Vassieux-en-Vercors. Não que tivesse muito o que fazer por lá, mas o objetivo era mesmo fazer umas randonnées (caminhadas) pela montanha, se integrar com a natureza e interagir com pessoas diferentes de todo o mundo. E o sábado foi realmente de caminhada, fizemos o percurso curto subindo pela montanha e depois voltamos por outro lado, mas mesmo assim deu umas 4h de caminhada, com um tempo maravilhoso de chuva!

Subindo a montanha

Andando nas nuvens

À noite se iniciaram os jogos de cartas, e, aliás, muitos jogos… alternativos. Conhecemos um pessoal muito divertido – outros, nem tanto -, de vários lugares. Espanha, Alemanha, Peru, Canadá, França… e a noite terminou com uma soirée no albergue mesmo, e o pessoal pirando o cabeção!

Fextinhaaa

No domingo, esportes, alguns foram fazer mais caminhada, jogar cartas no gramado do albergue… e no final, de volta a Grenoble.

Esportista

Jogando Uno

No final de semana seguinte, mais ônibus, para… München! Oktoberfest! 10 horinhas de viagem, passando pela Suíça, para chegar em Munique num sábado chuvoso e beber cerveja de litro! Veja mais sobre a Oktoberfest no vídeo abaixo:

No fim do dia, mais 10h de viagem de volta (mas ninguém viu nada, mesmo), para um domingo sonolento em Grenoble.

Brasileiros em Munique

Eu e o Jimmy Cliff ET

No dia 9 de outubro fomos conhecer o festival Retour des Alpages, em Annecy. De manhã estava super agradável, passeamos pela feira, vimos o pessoal passando tocando sino, comemos tartiflette, e depois fomos dar um passeio de pedalinho no lago, pois uma ida a Annecy não é uma ida a Annecy sem um passeio no lago.

Desfile da galerinha dos sinos

Panelinha de tartiflette

Mas depois disso, à tarde, a cidade começou a ficar cheia demais. Demos mais umas voltas por lá, mas não dava para aguentar a multidão, e fomos embora logo.

Bom, fora estas pequenas viagens, temos a vida rotineira em Grenoble. Aniversários comemorados com todas as pompas, feijoadas brasileiras pra matar a saudade, noites fazendo trabalhos da faculdade, jantares em galera, soirées, filmes, piadas internas e muito caoticismo!

Brasileiros na festinha da Bastilha

Feijãozinho! \o/

Aniversário do Felipe

Agora temos uma semaninha de “férias” (uma espécie de “semana do saco cheio”) por conta do feriado de Toussaints (1º de novembro, dia de todos os santos). Amanhã estaremos rumando a Paris para aproveitar essa semana da melhor maneira possível: passeando e conhecendo lugares novos!

Então até breve! 😉

Comments (6) »

Afinal, por onde você andou?

Eis uma questão intrigante para vocês. A resposta é trivial, no entanto, longa, pois eu andei por vários lugares, embora ainda não tenha saído da França (aliás, em teoria, saí, já que Monaco é um Estado independente…).

Comecemos por Grenoble mesmo. Tivemos torneio de petanque (do qual eu não participei porque tinha outro compromisso, mas dei uma passada lá pra ver como era) – o petanque é um esporte popular entre os franceses, inclusive os jovens, e é muito parecido com a nossa conhecida bocha. Tivemos também piquenique da turma do curso de francês, onde nossos amigos de várias nacionalidades puderam experimentar o negrinho (ou brigadeiro) e o chimarrão, e nós, brasileiros, tivemos a oportunidade de comer especialidades coreanas, francesas, americanas, italianas, turcas e chinesas (o colega libiano não participou do piquenique devido ao Ramadã…).

Hong-Suk experimentando o chimarrão

Além disso, uma de nossas colegas coreanas foi embora antes do fim do curso e “fomos convidados” (ok, na verdade nós nos convidamos hehe) para um jantar de despedida na Houille Blanche, onde comemos muito bem e nos divertimos à beça.

na cozinha da Houille Blanche

Num belo domingo à toa resolvemos subir a pé até a Bastilha… 2,3 km de diversão e saúde!

discutindo na Bastilha sobre a nova política americana de paz no Iraque

Parece "Brésil", mas não é.

Subida fatigante

Pôr do sol no alto da Bastilha

Já tivemos também dois “churrascos” por aqui (bife na grelha… mas já é alguma coisa), onde pudemos conhecer dezenas de brasileiros. E fora estes eventos especiais, temos as sessões de cinema no parque, noites no Bukana, soirées animadas em qualquer lugar – basta ter um vinho, e as já tradicionais refeições na cozinha do batiment six.

no "churrasco"

Cinema no parque

Hamburger e batata-frita! \o/

Mas é claro que eu não passei este tempo todo em Grenoble, por mais divertida que seja essa cidade. Dia 21 de agosto fomos na excursão do CUEF para Chambéry e Annecy. Chambéry foi uma passada meio rápida, só para conhecer e tirar umas fotos…

Em frente ao castelo do Duque de Savoia

Um juventudista perdido por Chambéry

Les 4 sans Q, Naty e eu de intrometido

Foi em Annecy que passamos o dia. Demos uma volta pela cidade, pelas margens do canal, caminhamos pelo parque… mas a maior diversão foi alugar um pedalinho e sair a esmo pelo lago Annecy, onde podia-se parar em qualquer lugar e dar um bom mergulho!

Le Palais de l'Isle, no canal de Annecy

Cisnes no canal

À margem do Lac d'Annecy

Vida boa no pedalinho

Pedalando!

E no início de setembro fomos a Côte d’Azur, também conhecida como Riviera Francesa!

Alugamos um carro, reservamos um hotel baratinho pela internet, e, na quinta-feira pela manhã, saímos rumo à pequena commune de Tourrettes. No caminho, demos uma passada em Sisteron, que já tínhamos visitado antes, desta vez seguimos as ruelas menores e fomos até a margem do rio.

eu dirigindo meu Peugeot 5008

pegando várias minas

taí as bandeirolas que eu falei

à margem do rio, ao pé da montanha

No fim da tarde chegamos a Tourrettes, que fica juntinho de Fayence (de fato, o nome costumava ser Tourettes-de-Fayence). Após um pouco de dificuldade pra encontrar o hotel, enfim nos acomodamos (e, para minha surpresa, não tiramos nenhuma foto do hotel!).

À noite saímos para passear e procurar algo para jantar em Fayence mesmo. Acabamos comendo uma pizza muito boa.

foto conceitual nas ruelas de Fayence

Como a noite no interior da França acaba cedo, fomos dormir logo para no dia seguinte rumarmos a Monaco.

Semduvidamente, Monaco foi o melhor destino da viagem. Primeiro, demos uma volta no Jardin Exotique, um jardim enorme e cheio de cactos.

cactos nas alturas

curtindo a natureza

Depois subimos até onde fica o palácio do príncipe, e onde tem o museu oceanográfico e o museu nacional. Como pra entrar no palácio e no museu oceanográfico é preciso pagar, fomos apenas no museu nacional… Lá uma guia muito atenciosa nos deu praticamente uma aula de história monegasca, muito interessante mesmo!

em frente ao museu oceanográfico

catedral

Depois fomos então conhecer Montecarlo, o centro de Monaco; demos uma passadinha no Cassino só pra registrar, pois não podíamos entrar, olhamos os belos hotéis, e entramos no shopping pra subir de escada rolante. Depois desse passeio todo, finalmente fomos à praia – de pedrinhas e cheia de gatas de topless, mas disso eu não tenho fotos também… Por último, demos uma passada no Carrefour de Monaco a fim de comprar mantimentos pros jantares e cafés da manhã, que faríamos no hotel, pra gastar menos =)

fachada do cassino de Montecarlo

hotel de Paris

No dia seguinte resolvemos acordar mais cedo para podermos visitar duas cidades, afinal, o tempo urge. Então pela manhã tomamos o rumo de Cannes, onde demos uma volta a pé pela praia, outra de carro, vimos o palácio dos festivais (que visto de fora não é grande coisa) e almoçamos.

na praia de Cannes

a "saladinha" da Bia

À tarde pegamos a estrada rumo a Nice. Lá subimos um elevador caótico até um parque, de onde tínhamos uma bela vista do porto e da praia.

mas isso ainda é antes do elevador

orla de Nice

saída do porto

E depois de ver tanta praia, não podíamos mais resistir à tentação do mar (e das garotonas de 60> anos de topless)!

praia de pedrinhas!

Ainda antes de escurecer resolvemos voltar para casa e nos arrumarmos para curtir a noite em algum lugar. O lugar eleito foi Saint-Raphaël, a praia mais próxima de Tourrettes. Como não podíamos ficar até muito tarde, procuramos algum barzinho aconchegante pela cidade, até que encontramos o Albarino, que serviu aos nossos propósitos. Bebemos qualquer coisa (nem todos, afinal, alguém tinha que dirigir de volta), falamos besteira, reclamamos dos fumantes e regressamos.

bebendo sangría em Saint-Raphaël

O dia seguinte foi inteiramente dedicado a Antibes, graças ao Marineland, um parque aquático / zoológico marinho que a Naty queria conhecer. Como era carinho e nem todos queriam ir, a Naty e a Bia foram ao parque enquanto eu e a Nai passeamos por Antibes, demos um pulo na praia, visitamos o Fort Carré, o antigo centro e o museu Picasso.

prainha no limite de Antibes, ao lado do Fort Carré

eu escalando o Fort Carré

mapa da Vieil Antibes

Plage de la Gravette, em Vieil Antibes

museu Picasso

obra de mestre do Picasso

Mais tarde nos reunimos todos e fomos pegar uma praia em Juan-les-Pins, até anoitecer.

praia de Juan-les-Pins

A segunda-feira foi nosso último dia de viagem, e tínhamos que entregar o carro em Grenoble até as 20h, o que nos deu algum tempo de manhã para conhecer ainda Saint-Tropez. Apesar do engarrafamento, conseguimos passear por lá por cerca de uma hora e tirar umas fotos antes de tomarmos nosso rumo de volta.

ruela de Saint-Tropez

juventudista em Saint-Tropez

foto "bração"

Então pronto, acho que já contei o bastante por um post. Daqui um mês eu volto a escrever aqui, pra contar o que aconteceu na semana passada! hahaha

Au revoir!

Comments (12) »

Quelque chose

Então pessoal, tô vivo, tô bem, tô curtindo e tô sem muito tempo pra postar, porque sempre tem algo mais interessante pra fazer do que ficar na frente de um computador =P

De viagens não tem muita coisa pra contar não, nesse tempo fui só para Voiron, visitar o museu da Chartreuse, um licor fabricado por monges. Com degustação, claro.

Degustação de licores

Ainda conseguimos dar uma passada na igreja de Voiron antes de pegar o trem de volta. Lugarzinho aconchegante.

Igreja de Voiron

La grande ville de Voiron

Fora isso, a vida aqui não tem nada de muito diferente da vida no Brasil. Tenho uma casa pra limpar, aula pra assistir, uma cozinha onde cozinhar, amigos pra me acompanharem pelas ruas e pelas experiências gastronômicas, festas pra comparecer.

Festa internacional na cozinha de uma residência universitária...

Mas eu sou um rapaz muito estudioso... 😎

Tenho conhecido um monte de gente, muitos brasileiros e brasileiras, mas também de muitas outras partes do mundo. Coréia, China, Turquia, Alemanha, Itália, Espanha… Ontem mesmo tomei uma cerveja belga de um alemão que falava português na França.

E tô cozinhando também. Comprei uma panela grande e uma frigideira, e já sou o cozinheiro oficial da turma hahaha. Massa com molho 6 queijos, bifes, omelete, risoto… Muito melhor que a comida do restaurante universitário, que serve todo dia um quelque-chose-com-pimentão!

Então… estou por aí, comendo queijos, bebendo vinhos, estudando o idioma, conhecendo pessoas. E tá divertido.

Comments (2) »

La mer de Marseille

Neste sábado teve excursão, destino Marselha, com parada em Sisteron na ida e em Aix-en-Provence na volta.

Sisteron é uma vilazinha muito bonitinha, “famosa” por seus pêssegos brancos e caminho do Tour de France (a cidade estava toda enfeitada com bandeirolas em formato de camiseta e nas cores do Tour de France).

Pêche blanche

L'etrangérs à Sisteron

Marseille não achei grande coisa não… é a segunda maior cidade e o maior porto da França, mas não tivemos tempo suficiente pra conhecer as ilhas, que são a maior atração da cidade. Em compensação, o almoço foi excelente, comi um salmão com legumes formidable! (vou tentar postar a foto mais tarde.) Conhecemos também a basílica de Notre Dame de Marseille, muito bonita. Mas a cidade é feia, suja, fedida e muito cheia de gente.

La Basilique de Notre Dame (Marseille)

Marseille, une photo jolie

Já Aix-en-Provence é uma cidade bem pequenina e bonitinha. Tem uma feirinha massa, com bastante sabão pra vender hehehe. Arquitetura muito bonita.

Le vin à l'église

Moi, Bea et Lèo

E aí algumas fotos do caminho Grenoble – Sisteron:

Des Alpes

Plus Alpes

Fico devendo mais fotos das cidades, afinal eu ainda não tenho máquina fotográfica, mas assim que eu conseguir mais fotos, eu posto =)

Comments (3) »