Dijon, Beaune, Auxey-Duresses e… Pommard!

Férias de Toussaints, uma semana livre, mas sem dinheiro, o que fazer? Resolvemos viajar por apenas um final de semana, para algum lugar perto daqui. Após algumas pesquisas, Carol encontrou o festival Coup d’Oeil, Coup de Coeur, na pequena vila de Auxey-Duresses, na Bourgogne, que aconteceria naquele final de semana específico.

Coup d'oeil, coup de coeur

De quebra, poderíamos conhecer Beaune (a cidade mais próxima) e Dijon (capital da região). Assim, começamos a pesquisa: hotel, transporte, comida, etc. Não encontramos hotel disponível (a preço acessível) em Beaune, então resolvemos passar a noite em Dijon. Aí surge o primeiro empecilho: o hotel que encontramos era longe do centro, na saída da cidade. Pesquisamos sobre o transporte em Dijon, sem muito êxito, e resolvemos ligar para o hotel. “Tem como chegar ao hotel de ônibus?” “Não.” “Tram?” “HAHA, certamente não!” (explicação: a cidade toda está em obras, pois estão construindo o Tram em Dijon). Começamos a nos conformar com a ideia de pegar um táxi até o hotel, pois seria mais barato que pegar um hotel no centro.

E já que estávamos pesquisando sobre transporte, como poderíamos chegar a Auxey-Duresses? Ligamos então para a organização do festival. “Existe trem? Ônibus? Tram? Aeroporto? Helicóptero?” Não, acesso apenas por carro. Ou seja, táxi novamente. A brincadeira estava começando a ficar cara. Foi aí que Carol teve a brilhante ideia: por que não levamos nossas bicicletas? Para ir até Auxey-Duresses não seria a solução ideal, pois, pensamos, teríamos que ir pela estrada, mas para passear por Dijon e ir até o hotel, perfeito! O trem que leva à Bourgogne aceita que levemos as bicicletas, então que assim seja!
Compramos, então, as nossas passagens, acordamos cedinho no sábado, pegamos nossas magrelas e rumamos à gare para pegar o trem de 5h46 rumo a Beaune. 9h da manhã em Beaune, fomos fazer o que tem de melhor pra fazer assim que você chega em qualquer cidade da França: procuramos a Office de Tourisme. Lá, pegamos um mapa da cidade e também descobrimos que existe uma ciclovia que liga as vilas da região, inclusive Auxey-Duresses. São 15km, mas nada de ir pela estrada como imaginávamos. Com o mapa em mãos, fomos passear. Primeiro, pela feira da cidade, vendo os produtos da região e comendo framboesas. Depois, uma entrada nos Hospices de Beaune. O prédio, um antigo hospital, tem uma bonita arquitetura e um belo telhado, mas, francamente, é só. Não valeu a pena pagar para entrar. Em seguida, o Museu do Vinho da Borgonha. Um pouco mais interessante, mais barato e mais vazio, explicava sobre o processo de fabricação do vinho, nomenclaturas e regiões de produção.

Feira de rua de Beaune

Hospices de Beaune

Baco, no Museu do Vinho

Após o breve passeio em Beaune e um beef bourguignon no almoço, já era hora de pegarmos outro trem com destino a Dijon. Após encontrar a Office de Tourisme, pegar o mapa com o roteiro turístico e o mapa de ciclovias, lá fomos nós a pé pelo centro, seguindo as corujas. A arquitetura da cidade é muito interessante e os telhados estão sempre chamando a atenção, mas, fora isso, achei não tem muito pra ver. Ainda visitamos um museu, mas já estávamos cansados, então resolvemos ir logo jantar (um McDonald’s) e seguir para o hotel.

De bicicleta na gare de Dijon

O caminho das corujas

A arquitetura de Dijon

E lá fomos, com o mapa em mãos, de bicicleta, percorrer os 4,5km que nos separavam do extremo norte de Dijon, enquanto a noite caía sobre a Bourgogne. A primeira metade do caminho foi tranquila, seguimos o mapa sem problemas. Em um determinado ponto, o mapa estava com um nome de rua errado, mas mesmo assim seguimos o caminho certo. Chegamos à Av. Stalingrad, uma longa avenida que leva à saída da cidade pelo norte, e onde tem uma ciclovia lateral. Ela é também deserta, rodeada de mato em alguns pontos e soturna, à noite. Seguimos eternamente aquela avenida e, quando a ciclovia acabava ali, deveríamos dobrar à direita. Quando a ciclovia acabou, havia mato adiante, saindo da cidade, uma rua onde a ciclovia continuava à esquerda, e, à direita… um pequeno túnel para pedestres e ciclistas, sem nenhuma iluminação.

Clique para ver no Google Maps

Tá vendo esse túnel da foto? Nenhum problema em entrar ali né? Quero ver você dizer isso à noite, nada nem ninguém ao seu redor, nenhuma iluminação a não ser as lanternas das bicicletas (benditas sejam!). Sendo o único caminho possível para nós, lá fomos. Do outro lado do túnel, um pequeno trecho no meio do mato fechado e voilà a rua do nosso hotel! Conseguimos chegar com vida e passamos uma bela noite de sono.

Domingo de manhã, um café da manhã reforçado no hotel (muitas fatias de pão com manteiga!) para aguentar a próxima pedalada! Resolvemos que iríamos mesmo de bicicleta até Auxey-Duresses. Primeiro, 4,5km até a gare. Pegamos o trem de volta para Beaune, atravessamos a cidade e pegamos a véloroute la voie des vignes! O primeiro trecho foi subida, subida, subida… e pequenas paradas para colher umas pinot noirs do pé. Chegamos então a Pommard, já cansados da subida. Com as paradas, fotos, e a diminuição da velocidade por conta do ângulo de inclinação do caminho, demoramos uma eternidade para concluir essa etapa, e chegamos à conclusão de que, se continuássemos nesse ritmo, não chegaríamos a tempo de aproveitar o festival, então resolvemos chamar um táxi. Pegamos os números de táxi que já havíamos anotado e ligamos. Um não atendia, outro só iria estar disponível mais tarde, outro queria cobrar 40 euros só de ida, outro não estava disponível… perguntamos para as pessoas na vila se havia algum táxi por ali e só nos direcionavam para Beaune. Já era mais de 14h e seguir o caminho de bicicleta estava fora de cogitação. Resolvemos tentar almoçar em Pommard mesmo. Restaurantes fechados. Entrei em uma loja de vinhos para perguntar onde havia algum café, ao que a moça respondeu: “o único café é aquele que está ali na esquina, mas está de férias nesta época”. Ou seja, nada para comer também. Perto da desistência, estávamos quase voltando para Beaune, quando surgiu o espírito aventureiro: vamos pedir carona?!

Plaquinha de caroneiros

Sim! Prendemos as bicicletas e fomos para a beira da estrada (que era onde ficava o “café”), com a plaquinha na mão escrito “Auxey-Duresses”. Totalmente incrédulos, é claro, com a possibilidade de realmente conseguir uma carona. Cerca de 5 minutos depois, um carro com duas senhoras, de farol aceso e direção caótica, parou logo na nossa frente. Sim! Conseguimos a carona! Elas moram na região e estavam indo também para a pequena vila a fim de degustar a nova safra de grand crus, embora não soubessem do festival. Fica aqui o nosso agradecimento a elas!

Merci, mesdames!

8 euros depois, estávamos os dois com taças na mão, prontos para passar de vinícola em vinícola experimentando o que a Bourgogne tem para nos oferecer de melhor. Comemos um pequeno lanche, porque saco vazio não para em pé, e saímos a vagar pela multidão concentrada nas ruas da vila. Uma adega, duas adegas, três agedas, quatro adages, cinco adgasda, seich… premier cru, grand cru, duresses, auxey, pommard, blanc, rouge, pinot noir, millésime… tantos conceitos que já não lembro mais nem o que significam. Posso afirmar, contudo, que me agradaram muito os premier crus.

Roubando uva do pé!

Apreciação enológica

Guiando-se em Auxey-Duresses

Algumas horas depois, já tendo degustado vinhos de 4 a 30 euros, foi com muito pesar em nossos corações que chegamos à nossa hora de partir. Uma nova plaquinha para que pudéssemos recuperar as bicicletas em Pommard e não tardou 10 minutos para que um simpático casal, a caminho de Beaune, nos acolhesse e nos deixasse mais uma vez na entrada de Pommard.
Pegamos as nossas bicicletas e nos preparamos para o “longo” caminho que nos aguardava, e… qual não foi a nossa surpresa quando, em pouquíssimo tempo, chegamos de volta a Beaune. Já diz o ditado, “pra baixo todo santo ajuda”. Cruzamos a cidade novamente e chegamos na gare exatamente a tempo de pegar o último trem com destino a Grenoble.

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Burocracia, uma palavra francesa

A criação do termo burocracia é atribuída a Jean-Claude Marie Vincent, ministro francês do século XVIII. A palavra tem seus radicais no francês bureau, escritório, e no grego krátos, poder. Assim, o significado original de burocracia é o exercício do poder por funcionários de escritórios. E não é à toa que esta palavra tem a sua origem no solo gaulês. Um personagem animado, não por acaso, gaulês, pode nos mostrar muito bem como funcionam os serviços de escritório na França:

(Os vídeos estão em português, mas em francês é muito mais divertido!)

Para ilustrar os problemas que todos passamos dentro dos bureaus franceses, contar-lhes-ei a novela que se passa comigo há alguns meses:

- Julho: Férias no Brasil! Praia, água de coco, churrasco, vida boa, avião. Chegando de volta à França, a universidade já de férias, tornando impossível a solicitação do histórico escolar, documento necessário para a renovação do visto e da residência universitária. Ainda assim, consegui falar com uma funcionária da universidade, que prometeu preparar o documento e entrar em contato por e-mail para eu ir buscar. Nunca mais tive notícias.

Burocracia, la tortuguita

- Agosto: Já no início do mês, é o CROUS quem entra de férias (órgão que gerencia os alojamentos estudantis). Assim, me impossibilitando de dar entrada na solicitação de renovação do alojamento (cujo contrato vencia no dia 31 de agosto). Ainda assim, através de outro meio, consegui com que o meu dossiê chegasse ao CROUS no dia 8 de agosto. Cabe lembrar que, pra cada solicitação que fazemos aqui, do que quer que seja, temos que entregar um dossiê com vários documentos, muitos dos quais eles já têm, mas (teoricamente) não aceitam se você não entregar o dossiê completo. No meu caso, foi sem o histórico escolar mesmo, e não reclamaram por causa disso, reclamaram foi porque não poderiam me atribuir um quarto sem que eu tivesse um visto válido, e o meu havia vencido no dia 2 de agosto.
Para os estrangeiros na França, existe o titre de séjour, um documento válido por um ano e que garante a sua legalidade no país. Quem está no seu primeiro ano na França, entretanto, não recebe este documento, mas dois adesivos no passaporte: um, dado pelo consulado no Brasil, e o outro dado pelo escritório de imigração (OFII) na França. Este último garante ao estrangeiro os mesmos direitos dados pelo titre de séjour.
Ora, o meu visto venceu em 2 de agosto, mas o documento do OFII tem validade de um ano, e o meu tinha carimbo de 29 de novembro (sim, foi só no fim de novembro que consegui o carimbo, ano passado, mas isso é outra história). Enviei mais de uma vez este documento ao CROUS, mas a única resposta que obtive foi “infelizmente, não podemos aceitar o documento do OFII para este fim, precisamos do titre de séjour“.
Ainda em agosto, então, juntei documentos e fui à prefeitura solicitar a renovação do meu visto, e então pegaria o meu titre de séjour. A prefeitura, entretanto, solicita, na composição do dossiê, a inscrição ou pré-inscrição da faculdade. Nesta época, eu tinha apenas uma carta de aceitação ao M2 (segundo ano de mestrado), condicionada à minha aprovação no M1, cujas provas de recuperação eu ainda tinha a fazer. Solicitei uma atestação de pré-inscrição à faculdade, mas, claro, não fui respondido: estavam de férias até o fim de agosto. Não pude entregar o dossiê de renovação do visto.

É só um dossiezinho...

- Setembro: Sem ter conseguido renovar visto nem residência, fiquei sem teto. A solução foi me alojar temporariamente na casa da namorada, somente até eu conseguir renovar o visto e pegar um quarto para mim. Com o fim das férias, a universidade me enviou a atestação que eu pedi, mesmo antes do resultado do M1, que sairia apenas no dia 20 (as aulas do M2, a propósito, começaram no dia 12, uma semana antes de eu saber se tinha sido aprovado, ou seja, fui para aula sem saber se ia seguir o curso e sem estar inscrito… coisas da França).
Com a chegada de setembro e os inúmeros estudantes retornando de férias ou chegando ao país, passa a ser necessário agendar horário para ir à prefeitura entregar o dossiê. Então fiz o agendamento no início do mês e fui marcado para o dia 14. O curioso é que, neste dossiê, é preciso entregar comprovante de residência. Então pedi a uma amiga que preenchesse um documento dizendo que eu estava alojado na casa dela (pois eu não poderia, segundo as regras, estar hospedado no quarto da minha namorada). Fui todo pimpão à prefeitura e quase esmurrei a parede quando a moça me disse que eu tinha que levar cópia do documento e comprovante de residência da pessoa que me hospeda. Ok, desta vez foi mesmo minha culpa, eu não li direito e não vi que estes documentos eram necessários. Posso entregar o dossiê e vir amanhã entregar estes outros dois documentos? “Não. Temos que agendar um novo horário. O mais próximo é no dia 7 de outubro.” Holy crap.

Sem pressa, dona Burocracia

- Outubro: Dia 7. Lá vou eu novamente à prefeitura, agora com a cópia do titre de séjour da minha amiga e o contrato de locação do apartamento. A moça me informa que o contrato de locação não serve, é preciso que seja uma fatura recente, e ela não pode aceitar o meu dossiê. Além disso, implica com outros documentos que não estão no padrão que ela costuma ver. Aí eu já não aguentei. “Não é possível, é a terceira vez que venho aqui e sempre tem algum problema!” A moça se espantou e disse “pois me conte a sua história”. Quando eu disse que estava na casa da minha amiga temporariamente, e após pegar o documento da prefeitura eu solicitaria novamente um alojamento universitário, ela teve duas reações: a primeira foi estranhar, pois “todos os dias, quinzenas de estudantes” vão lá renovar ou solicitar o visto e já têm uma residência universitária para o ano. A segunda foi me informar que, para solicitar a renovação eu preciso ter um endereço definitivo, pois, se eu mudar de endereço depois, é necessário entrar com um novo pedido, entregar um novo dossiê, pagar novamente… então o meu próximo passo deveria ser conseguir um quarto. Saí de lá com um novo agendamento para o dia 7 de novembro.
No mesmo dia, de posse das novas informações, fui ao CROUS reclamar. A moça insistiu que eu não poderia pegar um quarto sem ter o visto válido, disse que eu deveria ter solicitado o visto mesmo com o endereço de onde eu estava, blablabla. Então me deu na telha de mostrar a ela o meu passaporte, com o adesivo e carimbo do OFII. Ela olha e responde “ah, isso serve. Você deveria ter mostrado isso antes”. Olhei para ela embasbacado e disse “mas eu enviei esse documento duas vezes antes…”; “não, você deve ter enviado este outro” (mostrando o visto, vencido no dia 2 de agosto). Ok, melhor não discutir, vai que ela muda de ideia, né? Na mesma hora ela me entregou o documento dizendo que eu podia pegar um quarto na secretaria da residência.
Saindo do CROUS, pensei em não perder mais tempo e fui direto à secretaria pegar o meu quarto novo. Lá duas moças super atenciosas me atenderam, e uma terceira ficou resmungando comigo e querendo me passar sermão. Acontece que no documento dizia que eu tinha 72 horas para entregar um dossiê contendo documentos de fiador, caução e o diabo. Por experiência, eu já sei que eles são super maleáveis com prazos e que eles concedem o quarto antes de termos todos os documentos, podendo entregá-los depois, mas essa moça aparentemente não foi com a minha cara mesmo. Assim, os dois dias subsequentes foram correndo atrás de uma maneira da faculdade ser minha fiadora (o que eu sei que pode ser feito porque conheço uma pancada de gente que fez isso, mas aparentemente é muito difícil encontrar alguém na faculdade que saiba como isso deve ser feito). Ao entregar o documento na secretaria, a moça não queria aceitar; disse que não era comum o fiador ser a faculdade, falou com os superiores, resmungou, mas no fim teve que acatar. E assim eu tenho mais uma vez meu espaço.

Acho que agora não falta nada!

- Novembro: No dia 7 volto à prefeitura. Desta vez não pode dar erro, tenho todos os papéis em mãos :)

Aparentemente, é muito comum aqui na França a interpretação bastante particular das regras. Ou seja, todos querem seguir as regras, mas cada funcionário interpreta de um jeito, ou acha que é de um jeito. Temos três exemplos só nessa história: a funcionária do CROUS que disse que o meu documento não valia, e depois a outra que aceitou; a funcionária da prefeitura que implicou com documentos que a funcionária anterior disse que eram bons; a funcionária da residência que não queria me dar o quarto, até que o chefe dela disse que podia.
A lição que tiramos dessa história é: não desista. Se você foi impedido por alguém de realizar uma ação burocrática, volte outro dia e fale com outra pessoa.

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Termos de pesquisa

Li no blog de um amigo, que já não existe mais (o blog, não o amigo) [Edit: o blog ainda existe, sim. O amigo também.], já tem algum tempo (tempo, tempo, e tempo), um texto interessante onde ele respondia aos termos de pesquisa que as pessoas utilizaram para chegar ao blog dele. Como achei esta uma ideia assaz interessante, resolvi fazer o mesmo por aqui, então eis as maneiras como as pessoas chegam ao Monde Pois:

mondepois (6)
monde pois (6)

Está tão famoso o blog que ninguém sabe o endereço de cor…

mosig grenoble (4)

É o curso que eu faço, sim. Para se inscrever pelo programa Grenoble-Brasil, o prazo já passou, mas você pode se inscrever direto no MoSIG por aqui: http://mosig.imag.fr/MainEn/Admissions

test pug 5008 (2)

Bom, não foi bem um teste, mas o Peugeot 5008 foi, sim, o carro que usamos para ir à Côte d’Azur. Gostei muito do seu desempenho, ele é bastante espaçoso e os freios funcionam bem (apesar de eu só tê-lo dirigido até a padaria da esquina).

“opinioes sobre a residencia berlioz em grenoble? (2)

Sim, tenho opiniões! As mais positivas possíveis! Primeiro, porque tenho muitos amigos aqui na Berlioz. Segundo, porque é um lugar onde podemos ter privacidade quando necessário e sociabilidade quando queremos. O banheiro é privativo e a cozinha é coletiva.

gibi aula (2)

Tenho certeza que existem muitos cursos especializados em HQ (e eu acharia interessante cursar algum deles um dia), mas a aula que eu tenho aqui definitivamente não é gibi.

marselha france (2)

Uma cidade suja e fedida, à primeira vista. Mas tem mar.

fotos da cidade de nice- frança (2)

Voilà Nice

ervilhas do porto, pottugal (2)

Não sei se as ervilhas do Porto são diferentes das outras, mas sei que podes elaborar algumas receitas utilizando ervilhas E vinho do Porto… será que serve?

existe onibus de juan les pins a marselha? (2)

Sinceramente, não sei, já que eu fui de carro. Podes tentar dar uma olhada nesse site.

residência universitária houille blanche (2)

Excelente residência, com piscina, sala de jogos e o escambau. Infelizmente, banheiros coletivos. E preço elevado.

kardecismo en aix-en-provence (2)

Infelizmente (para você), não estou familiarizado com a comunidade espírita da região de Provence…

aeroporto frança imigração (1)

Bom, entrei na UE por Lisboa e não tive problemas, não sei como foi pra quem entrou por Paris.

hotel paris la paz (1)

O único hotel que conheci em Paris foi o F1 Montmartre. Talvez eu devesse checar este tal de La Paz para a minha próxima visita.

“endereço da residencia berlioz em grenoble? (1)

361, Allée Berlioz, St-Martin-d’Hères, Code Postal 38400.

mondepois cassio (1)

Tô famoso!

palais de l’isle (1)

Residência oficial do Lorde de Annecy, no século XII, é atualmente um dos pontos mais fotografados do planeta.

Le Palais de lIsle, no canal de Annecy

fotos de nice frança (1)

Mais? Toooodo bem!

Taí então

imigração carimba o passaporte em lisboa? (1)

Sim.

alguém já foi em chambery (1)

Sim. Não tem nada lá, só uma estátua de quatro elefantes.

por do sol e chimarrao (1)

Porto Alegre, o pôr-do-sol mais lindo do mundo!

Porto Alegre é demais!

festa em monde alegre do sul (1)

Você quis dizer: festa em monte alegre do sul

monde pois wordpress (1)

Pois é, meu blog está hospedado no WordPress.

galerinha mais ou menos (1)

São estes.

notre dame marseille (1)

Uma das poucas coisas boas de Marseille, fora o mar.

residencia universitaria houille blanche (1)

Vide “residência universitária houille blanche”, acima.

viagem a voiron (1)

Saindo de Grenoble dá pra pegar o trem, não lembro o valor, mas não é caro não. Outra cidadezinha que não tem muita coisa, mas a fábrica da Chartreuse é até interessante.

grenoble-bresil 2012 (1)

As inscrições para Master já acabaram, mas para intercâmbio ainda tá valendo, corre lá!

juventudista gata (1)

Você está procurando no lugar errado, amigo. Aproveite a boa fase e vá ao estádio, lá você encontra várias.

delacroix bastilha (1)

A Liberdade Guiando o Povo, Eugène Delacroix

“sopa de ervilha” “ervilha em conserva” -leite -creme -sanduiche (1)

Quer fazer sopa com ervilha em conserva, sem leite nem creme de leite? Simples, frita um bacon, uma calabresa, joga a ervilha junto com um pouco de água e deixa lá até virar sopa.

subir montanhas (1)

Depende a montanha que você quer subir, né. Eu só subi a pé, pra isso você só precisa de um tênis ou bota para randonée. Agora, se você quiser praticar montanhismo, desculpe, não posso lhe ajudar.

como ir da italia a suissa de carro para carimbar o passaporte (1)

Quando passei pela Suíça foi de ônibus, na excursão para a Oktoberfest. Sei que eles são realmente chatos, pois fomos parados na alfândega, é preciso ter a documentação de todos os passageiros, sim.

grenoble feia (1)

Grenoble feia?? Você tá maluco? Feio é você!

intercambista em grenoble (1)

Olha, tem bastante, principalmente brasileiros. Grenoble é uma cidade universitária que recebe gente de todo mundo. É comum você sair na rua e ouvir inglês, árabe, espanhol, italiano, e, sobretudo, português, muito embora nos estabelecimentos seja difícil encontrar alguém que fale outra língua que não o francês.

navio universitario na semana do saco cheio – outubro 2011 (1)

É… falou grego pra mim.

mosig grenoble china (1)

A minha colega chinesa do MoSIG é realmente um geniozinho, mas tem só uma na classe.

procurar carros sem carta em chambery (1)

Carro em Chambéry? Pra quê? Dá pra fazer tudo a pé por lá.

voiron+chocolate+horario (1)

Acho que o que o amigo procurava era isso, mas eu gostaria de agradecê-lo por me fazer descobrir que Voiron tem mais do que eu pensava: tem uma fábrica de chocolates! Mal posso esperar para voltar a essa maravilhosa cidade!

dsc08688 (1)

Subindo a montanha

Eis a foto de nome DSC08688.

intercambio grenoble (1)

Procure o departamento de relações internacionais da sua universidade e visite os sites das universidades de Grenoble para descobrir as opções de intercâmbio. Além, é claro do site da Grenoble-Brésil.

história de sisteron castelos (1)

Desconheço e tô com preguiça de procurar. Désolé.

E por hoje é só, pessoal. Obrigado pela preferência e voltem sempre.

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Família 6100

Quem acompanha o que eu escrevo aqui talvez lembre da história de como conheci Carol e Lorreine, no meu primeiro dia em Grenoble. De lá pra cá, muitos “olá, muito prazer” ficaram sem registro no blog, e alguns até na memória (acaba acontecendo quando você conhece assim tanta gente em um curto período de tempo). Naquela minha primeira noite, por exemplo, quando cheguei na cozinha e vi um bando de brasileiros fazendo zoada, eu lembro que lá estavam o Leo, Samuel, Felipe, e, claro, a Carol, que eu já tinha conhecido horas antes. Eu lembro do primeiro dia de CUEF, quando conheci a Naty, aquela menininha meio assustada no meio de tanta coisa nova e que virou uma grande amiga antes que eu me desse conta. Lembro de uma noite, a caminho do Théatro, quando conhecemos aquela menina chamada Sara, e de quando a encontramos por acaso no Casino e a convidamos pra jantar conosco. E fico triste quando constato que não lembro do Rafa, da Fer e da Thaís naquela primeira noite; que não lembro do exato momento em que conheci a Nai, a Bia, a Ale, o Lobão, e tantos outros que entraram na minha vida nos últimos meses.

Eu lembro de quando existiam “grupo A”, “grupo B”, e sei lá quantos grupos mais, até irmos nos conhecendo cada dia melhor e percebendo que formamos todos uma grande família, a comunidade brasileira em Grenoble. Uma família com quem você pode contar quando precisa falar um pouco de português, comer uma feijoada, e principalmente quando precisa de ajuda para resolver seus problemas, pois alguém já passou pelo mesmo que você – e porque contar os seus problemas é muito mais fácil na sua língua nativa.

A família do corredor 6100 é um pequeno núcleo desta grande família. A diferença, aqui, é que moramos todos juntos: nos vemos todos os dias, jantamos juntos, desabafamos uns com os outros, não temos pra onde fugir quando alguém bate à nossa porta. Somos uma família, pois, por mais que tenhamos as nossas diferenças, nós aprendemos a conviver diariamente uns com os outros, nos afeiçoamos e nos importamos uns com os outros.

Este mês, o corredor 6100 perde a sua mais instigante componente, uma guardiã de Grenoble que parte em busca de bombásticos desafios na sua terrinha, lá e de volta outra vez. Eu lembro do dia em que conheci Carol, lembro do que ela fez por tanta gente dessa família, lembro do dia em que ela me deixou entrar na sua vida, lembro dos trams que pegamos, dos jantares que tivemos, das risadas que demos juntos, lembro de todo o carinho que eu sempre senti por ela, e tenho certeza que vou me lembrar também do dia em que ela partir deste corredor para não mais voltar. Ainda teremos muitas memórias a construir, mas esse corredor não será o mesmo sem a nossa guardiã.

Me deixa um pouco triste essa efemeridade do intercâmbio. As pessoas vêm e vão, te trazem alegria, mas depois vão embora. Grenoble, para mim, perdeu um pouco do seu encanto com a ausência da Naty e da Ale, duas meninas de coração puro, e que me fazem tanta falta, e perderá mais um tanto nos meses em que Carol não estará aqui. Mas o que é o intercâmbio, senão uma sinopse da vida, certo?

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Grenoble-Brésil

Ei, você, que está aí no Brasil, querendo fazer um intercâmbio, um mestrado, um doutorado, um duplo diploma, alguma coisa assim diferente, mas fora do Brasil, não deixe passar essa oportunidade!!

O programa Grenoble-Brésil está com inscrições abertas para o ano letivo 2011-2012, mas agilize que é só até o dia 30 de março (para o Master)! Você pode se inscrever sem ser por esse programa? Pode. Mas o programa Grenoble-Brésil te auxilia em muitas coisas, por exemplo, a conseguir uma residência, te auxilia no que for preciso na sua acolhida aqui, além, é claro, de fornecer um curso intensivo de francês durante o mês de agosto – mês que pode ser o melhor da sua vida.

Pra quem vai fazer intercâmbio, parece que o limite é 16 de maio, mas não deixe tudo para a última hora! São vários documentos para correr atrás, tirar cópia, traduzir, enviar etc, sem falar na novela do visto. Faça logo o seu passaporte, separe seus documentos (comprovantes de renda e esse tipo de coisa) e agende uma entrevista no consulado assim que possível, porque essa etapa é bem demorada.

Vocês podem acompanhar a novela que eu passei nos primeiros posts deste blog, ou podem me perguntar qualquer coisa pelos comentários ou por e-mail, que eu respondo (sempre que posso…).

Venham pra Grenoble que é muito legal! =)

E eis o site do programa: http://www.grenoble-univ.fr/programme-bresil/

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A vida não é gibi.

Retornando aos acontecimentos recentes da minha vida cotidiana, venho falar sobre como o meu curso é organizado e o final de semestre (acontecimento recentíssimo, de dezembro).

Na França, o esquema de provas de final de semestre é um pouco diferente do Brasil, enquanto no Brasil cada professor escolhe o dia da sua prova, que será durante a sua aula, às vezes entrando em acordo com os alunos pra que eles não tenham duas provas no mesmo dia, e coisas assim, aqui temos uma semana totalmente dedicada às provas. O lado bom disso é que você não tem que se preocupar com coisas novas, porque não está tendo aulas, por outro lado, você tem uma ou duas provas gigantes por dia, com duração de 3h, todos os dias, e, se você não estudou durante o semestre, pode já ser tarde demais.

Outro ponto importante a ser destacado sobre as provas é que elas têm peso 20, mas a média para aprovação, pelo menos no meu curso, é 10. Porém não é necessário ficar acima da média em todas as disciplinas, o que você precisa é ficar acima de 10 na média geral do semestre, ou seja, se você tirou 8 em uma disciplina e 12 na outra, tudo certo. Já se você ficou com uma nota muito ruim em alguma disciplina ou acabou não atingindo a média geral de 10, você precisa recuperar as notas baixas, então você deve fazer outra prova sobre a disciplina (o que chamamos de rattrapage), o que acontece no final do semestre seguinte. Enquanto isso, você cursa o semestre seguinte normalmente (até porque as notas do primeiro semestre só saem algum tempo depois que as aulas do segundo já começaram).

Mas como eu dizia, o peso total da prova é 20, mas, na prática, é quase impossível tirar 20. As provas parecem ser pensadas pra que você tenha tempo e conhecimento para responder apenas 50% ou 60%. E não digo isso porque é comigo que isso acontece, não, já ouvi muitos alunos de vários cursos e várias nacionalidades (mesmo os franceses) perceberem isso. E assim acontecendo, foi que ouvi vários colegas comentando as suas notas (alguns muito decepcionados) entre 10 e 11 (eu, particularmente, fiquei foi muito contente com meu 10.821). Resumindo, foi uma semana tensa, mas, pelo menos sob o meu ponto de vista, com um final feliz.

Bom, isso foi em dezembro, antes das férias de Natal (2 semanas). Após estas férias, voltamos à faculdade, desta vez para fazer um projeto de 1 mês, sem aula, apenas alguma orientação dos professores. O projeto foi apresentado no final de janeiro e contava nota para o primeiro semestre. Em seguida, sem qualquer outra pausa, iniciou-se o segundo semestre letivo, no dia 31 de janeiro. E agora, com um calendário ainda mais cheio:

Vida bandida...

Vocês podem contar aí 10 disciplinas, mais o inglês técnico, mais o estágio (TER). Destas 10, tínhamos que escolher 8 para cursar, ou seja, deixei de lado Robotics e Distributed Systems, o que me deixa um pouco mais livre, mas nem tanto, afinal, todas ou quase todas as disciplinas têm trabalhos para fazermos em casa. Assim, tem sido um semestre cheio, ainda mais que o primeiro, e não quero nem ver quando chegar a semana de provas…

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Il neige!

Surpreendentemente cedo, a neve surgiu no outono de Grenoble em um bonito, ainda que frio, dia de novembro, e foi neve como poucas vezes se viu para um mês de novembro aqui pelas bandas da margem do Isère.

E como não poderia deixar de ser, em uma cidade universitária com intercambistas de todo o mundo – muitos dos quais nunca viram neve -, a primeira noite de neve foi também uma noite de guerra.

Snow Fiiiiiiiight!

Bolas de neve pra cá e pra lá, gente que nunca se viu na vida jogando bolas de neve uns nos outros e se escondendo, bonecos de neve, anjinhos, desenhos… realmente gastamos algumas horas brincando na neve.

Nosso primeiro boneco de neve a Gre!

Brasileiros marcando presença

E por dias aquela neve fez parte das nossas vidas, porque, ô coisinha lenta de derreter, hein.

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La ville-lumière

Paris, a cidade-luz!

Como eu comentei no último post, tive uma semana de folga e fui passear em Paris.

Alugamos um carro para a viagem, eu, Leo, Nai, Rafa e Thais. Foi também o Vovó, mas ele teve que pegar o trem, afinal, só cabiam 5 no carro… Reservas feitas no Formule 1 Porte de Montmartre, lá vamos nós.

A caminho de Paris

A primeira impressão da cidade não foi das melhores. Muita sujeira, muito caos no trânsito, uma dificuldade sem tamanho para descobrir onde deveríamos devolver o carro, e próximo do hotel é uma área muito feia mesmo, afinal, é numa região periférica de Paris. Porém, contudo, entretanto, todavia, quanto mais você conhece essa cidade, mais você acaba gostando dela.

Na primeira noite, demos uma voltinha pela cidade a pé mesmo e tivemos uma bela vista da Sacre Coeur, e conhecemos um pouco os arredores dessa basílica, como a Rue des Abbesses, famoso point da noite parisiense – que, naquele particular dia, não tinha muita gente, afinal, era segunda-feira.

Sacre Coeur

No dia seguinte já nos arriscamos no metrô e fomos logo conhecer a famosa, a querida, a fenomenal Torre Eiffel. Após muito tempo de bobeação, tirando fotos pulando, “empurrando” ou “segurando” a torre, plantando bananeira etc., seguimos adiante, conhecendo outros pontos famosos da cidade, como o rio Sena, Sorbonne, o Panthéon, Jardin du Luxembourg, Théâtre de l’Odéon, algumas igrejas pequenas, e, claro, as lojinhas de souvenir. O ponto final da caminhada foi a famosa Notre-Dame de Paris, sim, aquela do corcunda, porém não pudemos entrar pois chegamos pouco depois do fechamento.

Olha mãe, tô voando!

Assim, nos restou ir conhecer a noite parisiense. Por sugestão do Samuel, rumamos ao Hideout, onde tivemos uma noite divertida com chope barato e companhias agradáveis.

No dia seguinte, o Arco! Ah, o Arco! Inúmeras fotos passeando pela Champs-Élysées (por exemplo, na loja-conceito da Peugeot) e em frente ao Arco do Triunfo, para depois subirmos o monumento e, lá de cima, apreciarmos uma bela vista geral da cidade de Paris. Após isto, mais uma voltinha pelo centro histórico de Paris, pela Ponte Alexandre III e sempre apreciando a paisagem enquanto rumávamos para o Louvre.

Foto especial pra Glau

Vista de cima do Arco

O Louvre é gigantesco e fantástico. A própria arquitetura do museu já é uma exposição de arte por si só, e as obras lá expostas refletem milhares de anos de desenvolvimento artístico da humanidade. Ver de perto obras de Delacroix, da Vinci, Rembrandt, Michelangelo, bem como toda a arte mediterrânea e islâmica lá expostas, é uma experiência sem igual.

Bobagens no Louvre

Quinta-feira, dia de efetivamente subirmos à Sacre Coeur, conhecê-la por dentro e termos, lá de cima, outra bela vista da cidade. Dia também de comprar souvenires. Depois, um cafezinho (ok, pra mim um chocolate quente) no Café des 2 moulins, também conhecido como “café da Amélie“. É o local onde a personagem Amélie trabalhava, na conhecida película “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, sim, um café que existe de verdade.

Aquela lá no fundo é a Amélie =P

E já que estamos falando de moulins, descemos a rua e nos deparamos com o cabaré Moulin Rouge. Uma olhadinha na tabela de preços, umas fotos, e rumamos para tomar o metrô na direção do Père Lachaise. Um dos mais famosos cemitérios do mundo, é morada de Allan Kardec, Jim Morrison, Eugene Delacroix, Oscar Wilde, Edith Piaf, entre outros.

Túmulo do Jim Morrison, que eu sei que foi o único que vocês ficaram curiosos pra ver

Ainda nesse mesmo dia fomos, enfim, conhecer a Catedral Notre-Dame de Paris. No fim do dia, um pubzinho no Quartier Latin, e cama.

Interior da Notre-Dame

Sexta, nosso último dia de viagem, foi dia de subir a Torre Eiffel. Visão 360º de Paris, um dos locais mais românticos do mundo. Do topo do mundo, para o subsolo: em seguida, uma visita às Catacumbas de Paris.

Em cima da Torre

Uma bruxa nas catacumbas!

Após isso tudo, puxamos o carro e voltamos à nossa pacata vidinha em Grenoble…

Para saber mais sobre Paris, assista o Bienvenue à Grenoble em Paris!

Volto em breve!

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Des nouvelles du mois derniére

Muito bem, conforme prometido, aqui estou eu de volta! hehehe

Muita coisa já aconteceu depois de Côte d’Azur, aliás, todo dia aqui alguma coisa acontece.

No final de semana do dia 18/19 de setembro, pegamos uma excursão do InteGre para as montanhas, mais especificamente, para a grande cidade de Vassieux-en-Vercors. Não que tivesse muito o que fazer por lá, mas o objetivo era mesmo fazer umas randonnées (caminhadas) pela montanha, se integrar com a natureza e interagir com pessoas diferentes de todo o mundo. E o sábado foi realmente de caminhada, fizemos o percurso curto subindo pela montanha e depois voltamos por outro lado, mas mesmo assim deu umas 4h de caminhada, com um tempo maravilhoso de chuva!

Subindo a montanha

Andando nas nuvens

À noite se iniciaram os jogos de cartas, e, aliás, muitos jogos… alternativos. Conhecemos um pessoal muito divertido – outros, nem tanto -, de vários lugares. Espanha, Alemanha, Peru, Canadá, França… e a noite terminou com uma soirée no albergue mesmo, e o pessoal pirando o cabeção!

Fextinhaaa

No domingo, esportes, alguns foram fazer mais caminhada, jogar cartas no gramado do albergue… e no final, de volta a Grenoble.

Esportista

Jogando Uno

No final de semana seguinte, mais ônibus, para… München! Oktoberfest! 10 horinhas de viagem, passando pela Suíça, para chegar em Munique num sábado chuvoso e beber cerveja de litro! Veja mais sobre a Oktoberfest no vídeo abaixo:

No fim do dia, mais 10h de viagem de volta (mas ninguém viu nada, mesmo), para um domingo sonolento em Grenoble.

Brasileiros em Munique

Eu e o Jimmy Cliff ET

No dia 9 de outubro fomos conhecer o festival Retour des Alpages, em Annecy. De manhã estava super agradável, passeamos pela feira, vimos o pessoal passando tocando sino, comemos tartiflette, e depois fomos dar um passeio de pedalinho no lago, pois uma ida a Annecy não é uma ida a Annecy sem um passeio no lago.

Desfile da galerinha dos sinos

Panelinha de tartiflette

Mas depois disso, à tarde, a cidade começou a ficar cheia demais. Demos mais umas voltas por lá, mas não dava para aguentar a multidão, e fomos embora logo.

Bom, fora estas pequenas viagens, temos a vida rotineira em Grenoble. Aniversários comemorados com todas as pompas, feijoadas brasileiras pra matar a saudade, noites fazendo trabalhos da faculdade, jantares em galera, soirées, filmes, piadas internas e muito caoticismo!

Brasileiros na festinha da Bastilha

Feijãozinho! \o/

Aniversário do Felipe

Agora temos uma semaninha de “férias” (uma espécie de “semana do saco cheio”) por conta do feriado de Toussaints (1º de novembro, dia de todos os santos). Amanhã estaremos rumando a Paris para aproveitar essa semana da melhor maneira possível: passeando e conhecendo lugares novos!

Então até breve! ;)

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Afinal, por onde você andou?

Eis uma questão intrigante para vocês. A resposta é trivial, no entanto, longa, pois eu andei por vários lugares, embora ainda não tenha saído da França (aliás, em teoria, saí, já que Monaco é um Estado independente…).

Comecemos por Grenoble mesmo. Tivemos torneio de petanque (do qual eu não participei porque tinha outro compromisso, mas dei uma passada lá pra ver como era) – o petanque é um esporte popular entre os franceses, inclusive os jovens, e é muito parecido com a nossa conhecida bocha. Tivemos também piquenique da turma do curso de francês, onde nossos amigos de várias nacionalidades puderam experimentar o negrinho (ou brigadeiro) e o chimarrão, e nós, brasileiros, tivemos a oportunidade de comer especialidades coreanas, francesas, americanas, italianas, turcas e chinesas (o colega libiano não participou do piquenique devido ao Ramadã…).

Hong-Suk experimentando o chimarrão

Além disso, uma de nossas colegas coreanas foi embora antes do fim do curso e “fomos convidados” (ok, na verdade nós nos convidamos hehe) para um jantar de despedida na Houille Blanche, onde comemos muito bem e nos divertimos à beça.

na cozinha da Houille Blanche

Num belo domingo à toa resolvemos subir a pé até a Bastilha… 2,3 km de diversão e saúde!

discutindo na Bastilha sobre a nova política americana de paz no Iraque

Parece "Brésil", mas não é.

Subida fatigante

Pôr do sol no alto da Bastilha

Já tivemos também dois “churrascos” por aqui (bife na grelha… mas já é alguma coisa), onde pudemos conhecer dezenas de brasileiros. E fora estes eventos especiais, temos as sessões de cinema no parque, noites no Bukana, soirées animadas em qualquer lugar – basta ter um vinho, e as já tradicionais refeições na cozinha do batiment six.

no "churrasco"

Cinema no parque

Hamburger e batata-frita! \o/

Mas é claro que eu não passei este tempo todo em Grenoble, por mais divertida que seja essa cidade. Dia 21 de agosto fomos na excursão do CUEF para Chambéry e Annecy. Chambéry foi uma passada meio rápida, só para conhecer e tirar umas fotos…

Em frente ao castelo do Duque de Savoia

Um juventudista perdido por Chambéry

Les 4 sans Q, Naty e eu de intrometido

Foi em Annecy que passamos o dia. Demos uma volta pela cidade, pelas margens do canal, caminhamos pelo parque… mas a maior diversão foi alugar um pedalinho e sair a esmo pelo lago Annecy, onde podia-se parar em qualquer lugar e dar um bom mergulho!

Le Palais de l'Isle, no canal de Annecy

Cisnes no canal

À margem do Lac d'Annecy

Vida boa no pedalinho

Pedalando!

E no início de setembro fomos a Côte d’Azur, também conhecida como Riviera Francesa!

Alugamos um carro, reservamos um hotel baratinho pela internet, e, na quinta-feira pela manhã, saímos rumo à pequena commune de Tourrettes. No caminho, demos uma passada em Sisteron, que já tínhamos visitado antes, desta vez seguimos as ruelas menores e fomos até a margem do rio.

eu dirigindo meu Peugeot 5008

pegando várias minas

taí as bandeirolas que eu falei

à margem do rio, ao pé da montanha

No fim da tarde chegamos a Tourrettes, que fica juntinho de Fayence (de fato, o nome costumava ser Tourettes-de-Fayence). Após um pouco de dificuldade pra encontrar o hotel, enfim nos acomodamos (e, para minha surpresa, não tiramos nenhuma foto do hotel!).

À noite saímos para passear e procurar algo para jantar em Fayence mesmo. Acabamos comendo uma pizza muito boa.

foto conceitual nas ruelas de Fayence

Como a noite no interior da França acaba cedo, fomos dormir logo para no dia seguinte rumarmos a Monaco.

Semduvidamente, Monaco foi o melhor destino da viagem. Primeiro, demos uma volta no Jardin Exotique, um jardim enorme e cheio de cactos.

cactos nas alturas

curtindo a natureza

Depois subimos até onde fica o palácio do príncipe, e onde tem o museu oceanográfico e o museu nacional. Como pra entrar no palácio e no museu oceanográfico é preciso pagar, fomos apenas no museu nacional… Lá uma guia muito atenciosa nos deu praticamente uma aula de história monegasca, muito interessante mesmo!

em frente ao museu oceanográfico

catedral

Depois fomos então conhecer Montecarlo, o centro de Monaco; demos uma passadinha no Cassino só pra registrar, pois não podíamos entrar, olhamos os belos hotéis, e entramos no shopping pra subir de escada rolante. Depois desse passeio todo, finalmente fomos à praia – de pedrinhas e cheia de gatas de topless, mas disso eu não tenho fotos também… Por último, demos uma passada no Carrefour de Monaco a fim de comprar mantimentos pros jantares e cafés da manhã, que faríamos no hotel, pra gastar menos =)

fachada do cassino de Montecarlo

hotel de Paris

No dia seguinte resolvemos acordar mais cedo para podermos visitar duas cidades, afinal, o tempo urge. Então pela manhã tomamos o rumo de Cannes, onde demos uma volta a pé pela praia, outra de carro, vimos o palácio dos festivais (que visto de fora não é grande coisa) e almoçamos.

na praia de Cannes

a "saladinha" da Bia

À tarde pegamos a estrada rumo a Nice. Lá subimos um elevador caótico até um parque, de onde tínhamos uma bela vista do porto e da praia.

mas isso ainda é antes do elevador

orla de Nice

saída do porto

E depois de ver tanta praia, não podíamos mais resistir à tentação do mar (e das garotonas de 60> anos de topless)!

praia de pedrinhas!

Ainda antes de escurecer resolvemos voltar para casa e nos arrumarmos para curtir a noite em algum lugar. O lugar eleito foi Saint-Raphaël, a praia mais próxima de Tourrettes. Como não podíamos ficar até muito tarde, procuramos algum barzinho aconchegante pela cidade, até que encontramos o Albarino, que serviu aos nossos propósitos. Bebemos qualquer coisa (nem todos, afinal, alguém tinha que dirigir de volta), falamos besteira, reclamamos dos fumantes e regressamos.

bebendo sangría em Saint-Raphaël

O dia seguinte foi inteiramente dedicado a Antibes, graças ao Marineland, um parque aquático / zoológico marinho que a Naty queria conhecer. Como era carinho e nem todos queriam ir, a Naty e a Bia foram ao parque enquanto eu e a Nai passeamos por Antibes, demos um pulo na praia, visitamos o Fort Carré, o antigo centro e o museu Picasso.

prainha no limite de Antibes, ao lado do Fort Carré

eu escalando o Fort Carré

mapa da Vieil Antibes

Plage de la Gravette, em Vieil Antibes

museu Picasso

obra de mestre do Picasso

Mais tarde nos reunimos todos e fomos pegar uma praia em Juan-les-Pins, até anoitecer.

praia de Juan-les-Pins

A segunda-feira foi nosso último dia de viagem, e tínhamos que entregar o carro em Grenoble até as 20h, o que nos deu algum tempo de manhã para conhecer ainda Saint-Tropez. Apesar do engarrafamento, conseguimos passear por lá por cerca de uma hora e tirar umas fotos antes de tomarmos nosso rumo de volta.

ruela de Saint-Tropez

juventudista em Saint-Tropez

foto "bração"

Então pronto, acho que já contei o bastante por um post. Daqui um mês eu volto a escrever aqui, pra contar o que aconteceu na semana passada! hahaha

Au revoir!

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